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Brucelose: avanços tecnológicos no diagnóstico e saiba como agilizar o processo
A brucelose continua sendo uma ameaça persistente à pecuária brasileira, com reflexos diretos na saúde animal, na produtividade dos rebanhos e na competitividade do setor. Causada por bactérias do gênero Brucella, essa zoonose afeta diretamente a reprodução de bovinos e bubalinos, provocando abortamentos, queda nas taxas de prenhez e redução drástica na produtividade das fazendas. Além do prejuízo financeiro direto ao produtor, a doença gera um alerta constante por seu potencial de transmissão para os seres humanos.
De acordo com dados do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), atualizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o controle da doença ainda apresenta diferenças significativas entre as regiões do país. Enquanto estados como Santa Catarina comemoram o status de menor risco com uma prevalência de focos de apenas 0,9%, outras regiões ainda lidam com desafios epidemiológicos complexos devido ao tamanho de seus rebanhos e à estrutura de seus serviços de defesa.
Para enfrentar esse desafio, o setor agropecuário vem investindo cada vez mais na velocidade e na precisão do diagnóstico laboratorial como ferramentas estratégicas de controle.
Qual é o papel do diagnóstico molecular no controle da brucelose?
Embora a sorologia clássica seja o método mais comum no campo, ela pode exigir testes confirmatórios demorados. O diagnóstico molecular (via PCR) entra como um aliado estratégico ao detectar o DNA da bactéria Brucella de forma direta, rápida e precisa. Isso encurta o tempo entre a coleta da amostra e a tomada de decisão, permitindo que o produtor isole animais infectados rapidamente e proteja o restante do rebanho.
Tempo é dinheiro: Por que o diagnóstico rápido salva a produtividade do rebanho?
Na gestão sanitária da propriedade, identificar tardiamente um animal infectado por brucelose pode comprometer o controle da doença. Quanto maior o tempo para obtenção do resultado, maior a janela para a disseminação da bactéria entre os animais do rebanho.
Tatiani Janegitz, gerente de Desenvolvimento de Mercado – Agronegócio da Loccus, ressalta que a agilidade laboratorial apoia decisões sanitárias em tempo oportuno:
“Embora o Brasil tenha avançado nos programas de controle da brucelose, os dados mostram que a doença ainda apresenta comportamentos distintos entre os estados. Por isso, é cada vez mais importante investir em diagnósticos rápidos e precisos, capazes de reduzir a circulação da bactéria nos rebanhos e garantir a segurança das propriedades.”
Ao receber um laudo com rapidez, o produtor e o médico veterinário conseguem estabelecer protocolos imediatos de isolamento, descartes necessários e investigação de novos focos, blindando a propriedade contra prejuízos em cascata.
Extração e o papel da tecnologia
Diferente de vírus comuns, as bactérias do gênero Brucella possuem paredes celulares resistentes, o que torna o processo manual de extração de DNA demorado e sujeito a variações. Se a extração do material genético falhar ou carregar contaminantes da amostra (como sangue ou tecidos), a reação de PCR pode dar um resultado inconclusivo ou um falso-negativo. Para superar essa barreira, a modernização dos laboratórios de sanidade animal tornou-se
Automação laboratorial com as soluções da Loccus
Diante de uma rotina que exige alto volume de processamento, precisão técnica e controle rigoroso de variáveis, a automação deixa de ser apenas um diferencial e passa a ser uma escolha estratégica para o diagnóstico molecular da brucelose. Ao reduzir etapas manuais e tornar o fluxo de extração mais previsível, as soluções da Loccus ajudam os laboratórios a ganhar eficiência sem abrir mão da qualidade dos resultados. Na prática, essa escolha se reflete em três pontos essenciais:
Padronização e repetibilidade: os sistemas automatizados de extração de DNA e RNA garantem que cada amostra seja processada exatamente da mesma forma, eliminando as falhas comuns da pipetagem manual.
Alta produtividade: a tecnologia de extração da Família Extracta® permite processar dezenas de amostras simultaneamente, acelerando a entrega de laudos em larga escala.
Segurança biológica: a automação reduz a manipulação direta de materiais potencialmente infecciosos, protegendo os profissionais do laboratório e tornando o fluxo mais seguro diante de uma zoonose de importância sanitária.
Perguntas Frequentes sobre Diagnóstico de Brucelose (FAQ)
O diagnóstico molecular substitui as campanhas de vacinação?
Não. A vacinação (com amostras B19 ou RB51) continua sendo a base da prevenção da brucelose bovina. O diagnóstico molecular atua como uma ferramenta complementar e decisiva na identificação rápida de focos ativos e na certificação de rebanhos livres.
Como a automação de extração da Loccus beneficia os laboratórios?
Ao automatizar o fluxo de extração de material genético, o laboratório aumenta drasticamente sua capacidade diária de processamento de exames. Isso reduz o tempo de entrega dos resultados para os órgãos de fiscalização e para os produtores parceiros.
Um passo rumo ao futuro da pecuária de precisão
A eficiência reprodutiva e a saúde do rebanho são os pilares que mantêm a carne e o leite brasileiros competitivos no cenário global. À medida que o controle da brucelose exige respostas mais rápidas, laboratórios equipados com tecnologia molecular e processos automatizados saem na frente para garantir a segurança alimentar do país.
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